Caminhante, nem toda a caminhada se faz a caminhar…
“porque também o navegante do mar se cansa”,
Em tempos é preciso saber esperar…
Esperar que o mar avance.
Ficar, ali, parado…
Mas não prostrado…
Ficar, simplesmente ficar…
Demonstrar com a espera que vale a pena amar.
E com a espera vem a demora,
Com a demora vem a dúvida a incerteza… não o nego!
Mas até que um dia o mar avança… então ai se alcança,
Chegou a hora!
Um amor repentino, mas coberto de incerteza,
Surge mais tarde, num rasgo de céu aberto
Com confiança e leveza,
Liberto da insegurança de um outro tempo,
Que por ser tempo, se transformou em momento
Onde o passado o fitou e ele ficou!
Agora um amor perdura...
Inês Lopes
11.maio.2009
Porto